quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Talvez

Talvez as coisas não sejam como a maioria as vê. Talvez sejam uma interpretação individual, personalizada e egoísta de cada realidade.
Gosto de acreditar que a nossa realidade tem como base o amor, gosto de acreditar que é nele e por ele que nos regimos e nos construímos.
Talvez as coisas possam realmente acontecer como nos romances, mas acho que para isso temos os dois de acreditar que podemos escrever a nossa história e publica la para a vida. Para mais tarde ler esse conto romântico aos nossos filhos. Isto se chegarmos ao ponto de os ter.
Será que devo dar oportunidade a algo que, no passado, já deu provas que não funcionava?! Mas não funcionou porquê???! Culpa tua? Culpa minha? Culpa nossa? Culpa dos outros? Ou será que são só des-culpas que fomos criando para justificar que nunca seria possível duas pessoas como nós, altamente diferentes, se amarem?
Um dia disseram me que o amor é interesseiro. Que interesse é que nos faz alimentar aquilo que sentimos um pelo outro?
Talvez seja apenas um desejo egocêntrico de ser feliz.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Muito simples

Na verdade, o teu problema é já ninguém pensar como tu. Já ninguém sentir como tu. Já ninguém sonhar como tu. Ao fim ao cabo, o teu problema é teres o coração numa época que já não te pertence. Numa época em que as rosas foram substituídas por emojis 🌹, em que cartas de amor se transformaram num link de um blog romântico, o "para sempre"  só parece existir na ficção. Numa época em que as grandes vitórias são partilhadas no Facebook e passam despercebidas no "face to face".
Parece muito simples viver assim... Mas não quando sentes pertencer a outra época.

domingo, 4 de junho de 2017

O meu copo

Um dia a vida obriga nos a parar. Normalmente é quando menos dá jeito. Nunca é oportuno porque temos de trabalhar para pagar as contas do mês, a renda da casa, as listas de compras no supermercado, os convites de amigos, etc. Mas é importante, que no corropio do nosso quotidiano haja tempo para parar e conversar connosco. Perceber se somos realmente felizes, ou se vamos sorrindo por educação.
Fui obrigada a parar, como já tinha dito, mas vou tentar explicar porquê.
A cerca de 2 anos mudei me para Lisboa com o intuito de tirar o meu curso enquanto trabalhava para juntar dinheiro para o pagar.
Fui. Mas os planos que tinha na bagagem de quando embarquei nesta aventura, rapidamente foram esquecidos com as responsabilidades de uma vida rotineira, do que falei no início...
Muitas coisas boas aconteceram, mas as más parece que decidiram ir surgindo todas umas a trás das outras e ganhando um peso enorme em mim...
Havia uma incompatibilidade enorme entre a minha mãe e a minha irmã, O meu pai foi parar ao hospital, de seguida a minha avó. O meu pai acaba por ir sobrevivendo numa cama de hospital até hoje. A minha avó acabou por falecer. E faleceu precisamente no dia em que fazia 3 anos que uma grande irmã minha, também me tinha deixado.
O tempo passava e eu não conseguia por dinheiro de parte para o meu curso.
Nunca me debrucei muito sobre todas estas emoções, porque as desvalorizava. Pensava também que toda a gente passa pelo mesmo e eu não sou diferente, por isso tinha o dever de conseguir lidar com isto tudo, mas no final do ano de 2016 o meu corpo começou a dar sinais.
Em Outubro tive uma convulsão, em Dezembro só me apetecia dormir e começava a fazer me impressão estar num sitio com muita gente. Os meses de Janeiro a Abril estão de forma muito ténue na minha memória.. Mas Maio está bem presente. Além de ter cometido um dos erros mais estúpidos da minha vida, que foi o de ter a cobardia e o egoísmo de ter deixado o meu comandante para trás, julgando que não era justo alguém ser contaminado com este caos, também Foi neste mês que a vida me obrigou a Parar.
Dei por mim a não conseguir acordar com vontade de viver, a não conseguir ir da cama à casa de banho, ou a qualquer outro lado, sem me agarrar às paredes e sem que as minhas pernas tremessem que nem varas verdes como se de um grito de ajuda se tratasse. E no dia 26 do mesmo mês encontrava me nas Urgências do Hospital de Portimão sem conseguir lidar com... Na realidade, Sem conseguir lidar com nada.
A médica disse me que era síndrome vertiginoso, ansiedade, ataques de pânico e indícios de depressão.
"Ansiedade? Ataques de pânico? Depressão?!?! Não, devem é estar malucos... " Era o eco de questões que tinha na minha cabeça. As pessoas que me são mais queridas falavam e eu mal as conseguia ouvir porque estas eram as questões que ocupavam a minha mente e não davam sequer espaço para as soluções que me eram apresentadas.
Foi-me dada uma baixa médica e recomendado que ficasse em repouso absoluto durante 2 semanas.
Chorei muito por ter de o fazer, às vezes ainda choro... Porque deixei a minha vida TODA em suspenso.
Mas fui aceitando que tinha de parar. E fui tentando conversar com a minha mente, com o meu consciente, com o meu inconsciente, com o meu ego, com o meu orgulho e com o meu coração.
As coisas finalmente estão a ficar claras para mim.
Todos nós temos a nossa tolerância. Gosto de o ver como um copo. Esse copo vai enchendo... se não o esvaziar mos de vez em quando, existe um dia que, basta uma gota de água para ele transbordar.
O meu grande problema, foi não ir esvaziando esse copo.
E com os erros aprendemos sempre uma lição. A minha é: se o meu copo começar a encher (porque é natural que aconteça) não posso levar muito tempo a esvazia lo.


sábado, 27 de maio de 2017

Stop

Dia 27 de Maio, 2017

Fui obrigada a parar. Ainda estou a aceitar que tenho de o fazer.
Foi-me detectado síndrome vertiginoso e ataques de pânico.
Dou comigo a perguntar-me, vezes sem conta, "porquê eu?".
Faço as pessoas à minha volta condicionarem a vida delas para me aparar.
Cheguei a pensar que não conseguia lidar com isto e nem tinha o direito de fazer isto às outras pessoas e cada vez que me ia deitar para dormir, desejava não acordar no dia seguinte. Mas isso não aconteceu.
Tenho à minha frente uma luta que acredito conseguir vencer.
Não sei quem vai ler isto, mas só quero passar a mensagem de que mesmo que se vejam num local da vossa vida que seja sombrio, que aparentemente pareça não ter fim nem saída, que a melhor decisão é desistir... Contrariem isso com todas as vossas forças e peçam ajuda. Não é mau pedir ajuda, aliás é até um sinónimo de força.
A minha família e o meu namorado são as minhas forças para continuar.
Tenho encarado tudo isto como passos de bebé, um de cada vez.
A vida é mesmo isto, altos e baixos... Como a frequência cardíaca do nosso coração. E este último, é fundamental que liberte amor!

Um beijinho,

Cristiana Sarroeira




quinta-feira, 30 de março de 2017

S.E.R

Deves ser autêntico.
Facilita-te o SER.
Quem continuar ao teu lado já sabe que o és. Então, evitas:

  • desconfortos, pois se não estiveres bem, vão respeitar a tua saída. 
  • O auto-controle para não cair uma lágrima - porque sabes que ao invés de um drama, vai estar alguém que te queira ouvir. 
  • O volume do teu riso, porque há-de haver alguém que ri tanto ou mais alto que tu. 
Além de que quando és autêntico atrais a autenticidade sob que forma for (pessoas, animais, alimentos...) e expeles a falsidade.
Um dia, alguém me disse: "sabes que tens a pessoa certa ao teu lado quando se fizer silêncio e esse mesmo silêncio não seja incomodo para ninguém". Acho que isto reflecte um pouco do que eu quero dizer ao falar de autenticidade e nesta forma fiel de se SER. Tendo em conta que se expande além do silêncio...

S.E.R- Sentir Expandir Realizar


terça-feira, 4 de outubro de 2016

São apenas pensamentos

Eu sou mais complexa do que penso e mais simples do que imagino.

Há toda uma complexidade neste confronto. No entanto, tem vindo a esbater-se.

Vai fazer este mês um ano que vim para Lisboa. Um ano repleto de conquistas, de vitórias, de alegrias, de tristezas, de interrogações, de reticências. Foi um ano repleto de VIDA.
Sinto-me independente agora, sinto-me capaz - não é que não o sentisse até agora - mas agora sei-o.

Observo o vento que se faz sentir na folha das árvores que enchem a Avenida onde passo todas as manhãs. A cara das pessoas que passam por mim: Umas esboçam um sorriso, outras entranham-se na musica que lhes está a ser transmitida pelos fones, outras vêm com papos nos olhos e outras encantadas com aquele dia delas. O(s) cheiro(s). A temperatura. Os raios de Sol. O que realmente aquele dia me traz.

Tenho vivido assim, sinto-me bem.

É o mais importante. Sentirmo-nos!


domingo, 31 de janeiro de 2016

Fado

O que me reserva o Destino? Não faço a mínima ideia! E essa sensação não tem de ser necessariamente má!

Este fim-de-semana tive outra mudança na minha vida. Na verdade, tenho quase todos os dias coisas novas ... não dá para me aborrecer, desde que faça e esteja onde gosto!
Por vezes, para fazermos aquilo que queremos temos de passar por momentos mais chatos. Actualmente trabalho num local que me aborrece, no entanto é o que me paga as contas ao fim do mês, até conseguir outra coisa. E não me sinto bem em queixar-me porque sei que há pessoas em situações muito piores. No entanto, isso não é uma razão para me conformar! De maneira alguma!

Voltando a este fim-de-semana. Mudei de casa. Sinto-me tão bem aqui. Agora si, sinto-me em CASA! Tenho o meu espaço e tenho uma coisa que adoro: animais! Dois gatos e um cão!

Estou feliz. Sim, é este o meu Fado... ser Feliz!

Nunca vou deixar de acreditar nisso.

Por agora, deixo-vos com  Grace e com o César. Miau