domingo, 2 de fevereiro de 2014

Curto e grosso

Gostava de escrever um livro, de não ter muitas preocupações, de ter uma relação amorosa que me enchesse as medidas e cuidasse e mim. De ter boas notas na escola, de viver no estrangeiro, de ter muitos amigos verdadeiros.
Esta a saber bem, estar aqui sozinha, com o rabo frio do chão, com a cara paralisada do vento, com o coração estranho, meio adormecido e o meu cérebro esta num estado de part-time, só em determinadas alturas resolve funcionar.
Gosto de chocolate, gosto de beijos, gosto de gelados gosto de roupa e de dinheiro, gosto de escrever, gosto de amigos, gosto de ler, desenhar, dançar, representar, adoro falar mas tbm gosto bastante de ouvir.
Vou para casa, encontrar uma família: talvez triste, talvez alegre, talvez justa ou injusta, mas vou-me deparar com ela, inevitavelmente. É bom… acho eu!
Gosto de rir, gosto de chorar de alegria, gosto de gritar, gosto de exteriorizar o que sinto (embora muitas vezes não o faça), gosto de inventar personagens que em parte gostava de ser. Bem... acho que gosto de sonhar o que gostaria de viver.

Ficção-Realidade

Fui, senti-me observada, parecia que as pessoas até conseguiam ver o palpitar do meu coração e os fios condutores do meu pensamento.
Entrei na escola. Vi-o. Ele não reparou em mim, mais uma vez, eu estava interiormente paralisada. Fui apressadamente até à casa de banho e naquele enorme espelho sujo, consegui ver a minha imagem até à cintura. Vi reflectida uma adolescente cobarde, sem expressões mas com todos os sentimentos à flor da pele. Perguntei-me porque é que só ele não me via. GRITEI!
Depois de um dia de aulas, saí e apanhei balanço com o vento para ir até casa.
Deparei-me com o meu prédio, gigantesco. E, estupidamente, pensei: “Fodasse !Que prédio tão grande, nem conheço nenhum vizinho aqui.. que treta” e continuei a andar até casa.
Rastejei as minhas pernas até ao quarto e deixei cair o meu corpo sobre a cama, fechei os olhos e adormeci.
- Será que estava a fazer tudo bem? A julgar-me, a pensar em coisas insignificantes, a perder tempo a dormir, será que estou fazer bem as coisas?-
Acordei, com saudades dos seus olhos grandes, do nariz abatatado, da boca carnuda, do cabelo dourado, da pele, da maneira de andar e de falar, da sua voz límpida e suave. Mas esta melancolia foi interrompida com a espontânea vontade de ir dar uma volta perto do mar.. Saiu de casa sem dizer nada e vou até ao elevador. Pára no 10º. Eu entro. Carrego no zero, mas o elevador parou no 4º e a porta abriu-se. O meu coração parou imediatamente, olho para baixo, envergonhada por ver que ELE entrou no mesmo elevador que eu, por me aperceber que ELE é MEU vizinho, por estar ali, por tudo. Sem eu querer, a minha boca abriu-se e deu voz aos meus pensamentos : "Andas na minha escola..., tens uns olhos profundos..., uns lábios indessifráveis... e uma pessoa incrível que…
Beijou-me!

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Novo ano, novo pensamento - novo sentimento

Há um caminho a percorrer desde sempre. Os "anos novos" são incríveis porque são um abre-olhos, um despertar, um "toque-toque".
Tens um caminho, mas podes a q-u-a-l-q-u-e-r momento dar um novo rumo à tua vida, a esse caminho.

Tu és tudo aquilo que há na tua vida.

Tenho tanta necessidade de dizer: Obrigada! Obrigada pelos caminhos sem luz que tive de iluminar, obrigada pelos caminhos com luz que me aqueceram, obrigado pelos dias rotineiros que ocuparam o tempo de um próprio caminho, só. Obrigada por ter começado a ver e não só a olhar. Obrigada pelo amor! Muitoooo Obrigada!

Para mudar o Mundo, começar por Mim.




Amo-te , Obrigada.




terça-feira, 12 de novembro de 2013

"Se tu quiseres, já somos dois a querer"

Mas será que é assim?
nheeeeeeee!
Fico chateada por não conseguir impor um limite nos meus sentimentos.

Porque é que há dias contigo, ou sem ti, tão difíceis.. e depois, o oposto: momentos "iluminados", mas breves, que deixam os meus neurónios completamente trocados neste mar de emoções..?! porquê? hm?

Porque é que estas coisas aparecem quando menos esperamos..? porque é que não nos preparam?, ao menos íamos para a "guerra" com um escudo protector..., anh? " ;D "

ok.. É suposto retirar uma lição disto tudo? é que no meio desta confusão não dá para tomar apontamentos lol

Um facto, é que se fosse tudo dado de bandeja, não tinha a mesma piada.. Não sei se tens a noção que está a ficar seriamente difícil para estes lados.. :$

Gosto de ter a certeza que.............. vales a pena! Porque "se faz sentir, faz bem",  e não é pouco.





sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Meia dúzia de palavras

Cada vez mais tenho ciente que quanto mais tentamos controlar as coisas, mas as coisas fogem do nosso controlo.
Tenho medo. 
Tenho medo de estar a criar uma ilusão na minha cabeça. De estar a sentir algo que não existe... ou mesmo que exista, existe num mundo só meu.
Um facto é que se tivermos de mãos fechadas não conseguimos receber o que tiver para vir.. temos de as ter abertas. Abrir a mente, abrir o coração.
Só há um problema: tenho medo.

Mesmo assim, fico de mãos abertas. 



domingo, 27 de outubro de 2013

(à um ano atras)
Caminhei horas sem fim por aquela ponte.
Comecei a ser acolhida pela luz dourada do por do Sol. Senti-me confortável mas ao mesmo tempo cansada por estar já à tanto tempo a caminhar. Parei. Adormeci.

Aquela Ponte separava o meu passado do meu futuro e só naquele instante me apercebi que ela seria o meu presente. Nele não via nada. Só lá estava eu.

Acordei. Levantei-me. Percebi que o presente era eu.


Dá tempo ao tempo

Não me reconheço. Queria poder ter mais tempo e não consigo.
Vivemos tão acelerados em busca de um futuro que esquecemo-nos do presente, esquecemo-nos de nós, esquecemo-nos do mais importante. É verdade que as coisas estão em constante mudança, mas tenho saudades da pessoa que era à uns anos atrás, das coisas que me rodeavam, das pessoas com quem convivia… Agora, as coisas estão diferentes, e tão rápidas que quase não tenho tempo de as sentir. Mas à partida, está tudo bem, porque foi aquele caminho que trilhei. Só que, “as coisas estão em constante mudança” e deixei de ter a certeza se o caminho que trilhei é assim tão seguro.

Acho que, pelo que tenho visto, a melhor forma de ganhar tempo, visto que não tenho poderes especiais, é pôr em tudo o melhor de mim, fazendo as coisas da melhor maneira que sei.