terça-feira, 17 de novembro de 2015

Registo criminal

Comecei o dia cedo! A tratar de burocracias... papelada!

Deram-me boleia até ao Campus da Justiça e depois lá me desenrasquei.

 Ia andando, com a esperança de ir ao encontro do que procurava. Enquanto andava só pensava o tempo que iria ficar à espera no meio de sabe-se lá quantas pessoas. Mas como só tinha compromissos às 18h estava tranquila. 

Encontrei o sitio que queria, abri a porta, entrei e direccionei-me rapidamente para as senhas. Ainda antes de lhes tocar ouvi uma voz - abençoada - que me disse que não era necessário tirar senha. Ia ser atendida de imediato, seria possível?! Demorei 5 minutos lá, se tanto! Penso que gastei mais tempo no metro do que num atendimento público, o que me alegrou logo o dia!

Voltei para casa no - tão útil - metro. Olhei com mais atenção para aquela folhinha que tinha ido buscar em menos de 5 minutos e mais satisfeita fiquei em constatar algo óbvio, não tinha qualquer tipo de antecedente criminal. Porreiro...  Julgo então que tocar as campainhas e fugir, "roubar" pastilhas às escondidas, ficar com a caneta do colega ou até mesmo uma peça de roupa não conta como crime ou furto. Fiquei feliz!

Portanto, sou uma cidadã cumpridora dos seus deveres. Posso continuar a acordar e a deitar-me sem remorsos ou pesos de consciência.

Até amanhã 



segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Almoço de Domingo

Num café de bairro peço um hambúrguer e um refrigerante para acompanhar. Enquanto espero pela comida, aprecio todos os pormenores: sofás, cadeiras, cheiros, cores, pessoas...

Apercebo-me que gosto disto. Fiz uma boa escolha ao decidir entrar.


Paralelamente, tento encontrar alguém que esteja por Lisboa para me fazer companhia. Depois de muitos: "Não estou aí, este fim de semana vim a casa" encontro alguém.


Vou até Chelas!


terça-feira, 10 de novembro de 2015

Ida e Volta

Quando compras um bilhete só de ida vais livre, sem bagunça às costa que te possa puxar para trás, porque, afinal, não tens bilhete de volta. Vives intensamente cada segundo, porque tens um dia pela frente e atrás desse vêm outros. Dias cheios de coisas para descobrir, conquistar, explorar, sentir, viver... Agarra o teu bilhete, olha para ele e lembra-te: não tens bilhete de volta. Então, começa do 0 sem te esqueceres do que és, do que te move, dos teus princípios e valores e, sem desistir! Desistir não é opção. Resistir às coisas menos positivas, transformá-las e criar o bem à tua volta.

Quando compras um bilhete só de ida, a tendência é olhar em frente, SEMPRE! Então deixa o teu olhar guiar os teus dias, e vai em frente. Sentes que sim? VAI, FAZ, VIVE! Nada pode mudar aquilo que queres. As adversidades da vida são uma mais valia, SEMPRE. São elas que te fazem crescer e que te levam ao sucesso: acredita em ti.

E quando comprares o bilhete de volta, que seja temporário, um tempo limitado para matar saudades, lembrar as origens, abraçar quem te ama e recarregar a mala de boas energias, para conseguires voltar a comprar o bilhete de ida!



quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Vive!

Que titulo darias a um Livro?
E se esse livro falasse da tua vida?

Melhor: Se esse livro FOSSE a tua vida?
Deixavas a capa em branco?! Atribuias-lhe palavras chocantes?!



Eu acho que sei como ficava a minha capa.

"...", 3 pontos, 1 imagem, milhares de significados e interpretações. (Adequa-se a mim perfeitamente).

Reticências remete para algo inacabado mas também para algo sem fim. Pertendo que a minha vida seja assim, sem fim./, mesmo depois da morte.

Porque morta também posso viver mas não posso viver morta (não devia de acontecer).

Vive "..."


segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Personagem

Teu nome é quase indiferente
e nem teu rosto já me inquieta.
A arte de amar é exactamente
a de se ser poeta.

Para pensar em ti, me basta
o próprio amor que por ti sinto:
és a ideia, serena e casta,
nutrida do enigma do instinto.

O lugar da tua presença
é um deserto, entre variedades:
mas nesse deserto é que pensa
o olhar de todas as saudades.

Meus sonhos viajam rumos tristes
e, no seu profundo universo,
tu, sem forma e sem nome, existes,
silêncio, obscuro, disperso.

Teu corpo, e teu rosto, e teu nome,
teu coração, tua existência,
tudo - o espaço evita e consome:
e eu só conheço a tua ausência.

Eu só conheço o que não vejo.
E, nesse abismo do meu sonho,
alheia a todo outro desejo,
me decomponho e recomponho.                                   
                                                                                                               Cecilia Meireles

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Por exemplo...

Tenho exemplos incríveis na minha vida!

Maior parte deles são maus exemplos.

Fico tão grata por os ter, ou ter tido, pois mostraram-me o que não fazer. Por mais estúpido que pareça, fico extremamente grata com essas pessoas, obrigada!

A uma pessoa em particular, deixo um silencio cheio de som. Com gritos interrogativos, lágrimas esperançosas, gestos incompreensíveis...
A ti, já perdoei mas ainda não compreendi.
A ti, que era suposto ter um estrondoso afecto, tenho um vazio.
Mesmo assim, e pelo que já disse, a ti, obrigado!

De exemplos falei, e do resto que fica dos maus... tenho os extraordinários a que posso recorrer, aqueles que me vão moldando, aos que me posso, estrondosamente, orgulhar, aos que amo.








sábado, 8 de março de 2014

Às vezes penso...

Às vezes penso que passo tempo demais comigo. 

Às vezes penso que penso demais.

Está definitivamente uma crise instalada.

Já passou tanto tempo desde quando os campos eram verdes e tinham flores. Nesse tempo eram saudáveis, bonitos e habitáveis. Hoje são solitários, sombrios e doentes. A primavera está quase a chegar e eu ainda sinto frio. Será que a primavera vai trazer aquele tempo que já passou há tanto tempo?...

E quando penso perco-me numa tempestade sem comandante. Podia ser produtivo mas pensar é um passatempo não chega a ser lucrativo, até pelo contrário.

E naquele tempo do campo..., a minha família são as flores que vão nascendo e as que eu vou plantando não as ervas secas e daninhas que insistem em lá ficar até ao fim dos seus dias! Gosto das flores coloridas, cheirosas, uma ou outra árvore que me traz sombra sempre que eu preciso, no fundo até gosto de ser uma flor... quando penso? 

As flores se não são regadas murcham, perdem a cor, podem até morrer. Estou desidratada, será da Primavera estar quase a chegar?